Mostrando postagens com marcador dei play. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dei play. Mostrar todas as postagens

outubro 10, 2011

DEI PLAY!
Quero Matar Meu Chefe (Horrible Bosses)



Oba! A vontade de gongar foi tanta que voltei pra mais uma crítica pessoal tosca, baixa e sem fundamento. Vamos lá!


Continuo batendo na mesma tecla e dizendo que comédias boas estão em extinção. Bons tempos em que eu me rachava de rir com Loucademia de Polícia, Apertem os Cintos o Piloto Sumiu, Corra que a Polícia Vem Aí, que eram comédias pra fazer rir, e não pra vender atores, ou fingir ser algum roteiro esperto. Então, quando anunciam uma comédia, eu já fico aflito, me sinto no deserto, vendo um oasis bem longe, rezando bem alto para que seja verdade. E mais uma vez caí numa ilusão chamada “Quero Matar Meu Chefe”.

Pra mim esse filme entra na categoria citada “tentativa de ser roteiro esperto”, também conhecido como “aprendendo a enganar trouxas”, e que na verdade não passa de um golpe lazarento de se aproveitar do hype de “Se Beber Não Case” e conseguir uns jackpots. É a mesma fórmula, três carinhas (o mais sério, o garanhão, e o palhacito), só que numa situação diferente. Sabe o que noto, parece que estão tentando transformar o gênero de comédia em algum outro tipo que não sei definir... "ah é um filme divertido!" - meukooh! Me divirto com Indiana Jones, mas não fico rindo! ¬¬"

Na trama, os amigos Nick (Jason Bateman), Kurt (Jason Sudeikis) e Dale (Charlie Day) percebem que estão passando por uma barra pesada no trabalho por causa de seus respectivos chefes. E pra acabar de vez com esse sofrimento, eles decidem, juntos, armar um plano para mandar seus chefes pro outro plano astral, ou de volta pro inferno. Dito isso, hmmmm, por onde começo a detonar!?

Então, o erro do filme já vem com os atores principais, que não passam nenhuma química entre eles. Um trio sem graça, apagado, que parece a todo momento se esforçar pra ser engraçado, mas acaba sendo bem irritante algumas vezes. A presença dos três amigos é tão fraca a ponto dos “vilões” (chefes), interpretados por Jennifer Aniston, Colin Farrell e Kevin Spacey, se destacarem bem mais na trama, arrancando as únicas boas risadas quando estão em cena – resumindo, levam o filme praticamente todo filme nas costas.

Sim, eu ri com algumas piadas, poucas, pelo fato da maioria ser bem fraca, ou muito estúpida, tipo, qual é o nível de comédia de um GPS que conversa com você?





A intenção dos roteiristas foi tão boa, que até as participações especiais foram mal aproveitadas, é muita vergonha! Uma coisa é você contratar um ator só pra ter mais um nome de destaque na divulgação do filme, outra é pra você colocar o ator pra sobressair no papel, por mais pequeno que seja. Exemplo, as duas participações em X-Men Primeira Classe. Pequenas, simples, mas marcantes!

Pra fechar, “Quero Matar Meu Chefe”, tenta ser uma comédia esperta, mas acaba se cagando ao tentar copiar algo que deu certo. Além de não conseguir forças em seu núcleo principal, precisando de apoio o tempo todo.

Agora um desabafo:

PORRA, EU QUERO RIR! Eu quero chorar de rir, eu quero segurar a barriga de dor e rolar de um lado pro outro porque a sensação não passa! Eu quero rir como ri com a confusão hilária da família Klump jantando no restaurante em O Professor Aloprado, com a cena nojenta do ventilador na festa de casamento em American Pie, ou com a Whoopie Goldberg passando um perrengue tentando tirar o vestido preso na máquina de picotar papel em Salve-Me Quem Puder. Poderia citar milhares de cenas que são claramente engraçadas! Não é pedir muito!


março 13, 2011

FILMES/DEI PLAY!
Além da Vida (Hereafter)


Uma repórter em busca de conhecimento pós-morte, um médium que resolve deixar a prática e um garoto que lida com a morte do seu irmão gêmeo. Esses três personagens formam o mais novo filme do diretor Clint Eastwood, que novamente consegue jogar pro alto que é cacura mas que tá de boa com a vida, e tem a vantagem de colocar toda sua experiência e sensibilidade de vida no que faz, e a cada oportunidade em um filme diferente. O tema abordado como plano agora é o espírita, mas sem fazer disso um grande objetivo. Pois o que o filme vai tentar passar é a importância e a ligação entre as pessoas, estando elas vivas ou mortas.

O legal é que ele consegue tratar do assunto sem focar no lado "religioso" (tem partes que chega até brincar com isso, rendendo umas partes engraçadas pra descontrair do clima), e sim como algo normal que está presente no dia a dia das pessoas de uma forma ou de outra, elas acreditando ou não. Seja o medo ou a curiosidade do desconhecido pós-morte ou seja a fé de ter uma última conversa com aquela pessoa querida que já se foi. O que o filme tenta mostrar é a mensagem de que a espiritualidade, de alguma forma, acaba conectando e ligando as pessoas. E essa ligação é passada de um jeito tão delicado, que chega a emocionar sem ser apelativo, conseguindo tirar rios de lágrimas em pequenos detalhes, excelentes diálogos ou um simples olhar de alívio ou tristeza dos personagens.

Assim como na maior parte de seus filmes, Clint segue na direção apresentada por uma imagem desaturada, com cores frias - sol pra quê?! Deixando um leve tom sombrio acompanhado as vezes por uma trilha tocante que - se corta agora - foi composta pelo próprio! (Tipo, o cara é fodah!)

O filme tem três tramas diferentes, que de uma certa forma acabam se ligando: a primeira é a da repórter Marie Lelay (interpretada pela atriz Cécile de France) que em pleno período de férias pela Indonésia, acaba passando um perrengue com um tsunami que atinge o local, e consequentemente tendo uma experiência quase-morte. A segunda é do médium George Lonegan (interpretado por Matt Damon) que decide levar uma vida normal e deixar os serviços de conectar os vivos com os mortos. E por último, um garoto chamado Marcus, que pede seu irmão gêmeo Jason em um acidente, e tenta de qualquer forma seguir a vida sem ele, sua outra metade (os dois são intepretados pelos gêmeos George e Frankie McLaren).

Além da Vida está mais que recomendado! Filminho "sou lindo e melancólico" pra ser visto em tarde ou noite nublada ou chuvosa. AH, já ia esquecendo: que sequência de abertura de tirar o fôlego! Uma das mais impactantes que já vi nos últimos anos! Pra ter uma idéia, voltei umas 5 vezes pra rever! Ficam então quatro estrelas para esse novo filme do Clint, e que venham mais por aí! Porque, né... ★★★★


TRAILER

março 02, 2011

FILMES/DEI PLAY!
Burlesque


Eu realmente não consigo entender o motivo das pessoas continuarem insistindo tanto na história da boa moça, matuta, roceira, mastigando capim, lá do interior que vai para a cidade grande realizar seu sonho - sem ao menos mudar uma virgula! É claro que o povo gado se identifica de alguma forma, parece ser motivador ver aquela pessoa começando de baixo, sofrendo, chorando, comendo o pão que diabo amassou, e aos poucos trilhando o caminho para o sucesso. E tipo, anota aí, isso faz muita gente suspirar e se sentir a Mari Mar, a Maria do Bairro da vez. Ok, em Burlesque, filme dirigido por Steve Antin (oi?!), a personagem principal, Ali (Christina Aguilera), não chega a ser uma roceira pobretona como mencionei antes, mas não chega também a seguir um caminho tão diferente assim.

Ali, que está cansada de trabalhar como garçonete em um pequeno bar do interior de Iowa, decide pedir as contas, arrumar as malas e pegar o primeiro ônibus para Los Angeles, onde vai tentar realizar de qualquer forma seu maior sonho: cantar e dançar (¬¬ tá!). Após várias tentativas e todas rejeitadas, ela encontra um bar noturno, comandado pela PIMP Tess (Cher). A linda acaba ficando encantada com os números musicais, e decide então pedir uma chance, e provar que tem potencial para aquele tipo de trabalho.

O lado bom do filme é que fica clara a intenção, do diretor Steve Antin, de resgatar a essência dos espetáculos burlescos da Era Vitoriana, na Inglaterra, que eram mais voltados para as paródias, para diversão provocativa. Tudo que o espetáculo deixou de ser quando foi para a América do século vinte, quando se transformou em shows de stripteases e desfiles de rampeiras - çoçincero! Sendo assim, os shows e os números musicais, são sensacionais! Tudo muito bem caprichado, produzido e com figurinos belíssimos! São ao todo dez números musicais, cantados por Christina Aguilera, Cher e até (sofridamente) por Kristen Bell - pelo menos umas seis servem pra bater cabelo, duas pra cortar os pulsos, mais umas duas pra se perguntar "quem escolheu essa porra?!".

As atuações deixam a desejar! Até a senhora da carrocinha de churros aqui da esquina faz melhor quando mente pra mim, dizendo que aquele doce de leite é do dia! Talvez a culpa seja até do papel, já que a trama não ajuda muito, e os personagens são muito caricatos. A drogada da Christina Aguilera, a highlander da Cher, Stanley Tucci (que parece repetir o papel que fez em O Diabo Veste Prada), o lasanhão do Cam Gigandet, Kristen Bell e até Eric Dane... todos no mesmo nível, no mesmo empenho sofrido e cagado.

O filme também sofre por ter duas horas de duração, o que considerei extremamente longo, e desnecessário! Dava pra dar uma peneirada, cortar umas ceninhas aqui e ali, e deixar essa trama safada por uma hora e vinte minutos numa boa! Algumas cenas chegavam a ser cansativas e chatas, e super previsíveis. Se não fossem as pausas musicais, a coisa ia ficar muito feia - parece até a versão do diretor!

Resumindo: Burlesque vale pelas cenas musicais super bem feitas, e só! Lembrando que foi merecido o filme ter levado o Globo de Ouro de Melhor Canção (You Haven't Seen The Last of Me - Cher), apesar de ter sido ignorada pelo Oscar. Talvez, digo talvez, ver no telão do cinema a experiência fosse melhor. Mas... ficam duas estrelas!  ★★

TRAILER

fevereiro 20, 2011

FILMES/DEI PLAY!
The Troll Hunter


Os filmes com formatos de documentário, semelhantes ao clássico terror do final dos anos 90, A Bruxa de Blair, parece que nunca vão enjoar, apesar de sempre seguirem o mesmo padrão de roteiro. Isso porque as pessoas sempre gostam de um faz de conta, adoram comprar a ideia de algo que foi vendido como real, mesmo sabendo que não foi - por que apesar da ilusão, o que importa é sentir aquela imersão dentro do filme que esse tipo de formato causa pra quem assiste. Câmera na mão, tremedeira, pouca visibilidade, não ter noção de onde vem barulhos, gritos, correria... o povo gosta!

Ao ver o trailer de The Troll Hunter, fiquei dividido. Gostei, mas ao mesmo tempo achei meio infantil correr de Trolls, e parecia ser uma produção meio fraca. Deixei o preconceito de lado e me surpreendi! Coescrito e dirigido pelo estreante André Ovredal, The Troll Hunter é uma produção norueguesa, e também o mais novo filme rodado com estética documental que tem uma certa influência de Cloverfield, e posso até dizer brincando que um pouco também de "Onde Vivem os Monstros"!

A trama é a seguinte: vários ursos estão aparecendo misteriosamente mortos na região. Então um grupo de estudantes, de uma faculdade chamada Volda, tentam fazer um documentário investigativo sobre essa série de assassinatos. As pistas indicam que o responsável por essas mortes é um caçador misterioso, e quando a equipe tenta segui-lo, acabam descobrindo que ele na verdade é um caçador de Trolls (monstros enormes, chegando a ser colossais, super violentos e burros, que vivem em florestas e montanhas), os verdadeiros responsáveis. E claro que os estudantes não vão perder essa oportunidade de ter uma matéria de ouro nas mãos, e seguem junto ao caçador.

Não considero The Troll Hunter um gênero do terror, por tanto ele não dará medo (claro que isso depende também do tamanho do seu fantasma. E ó, tem que ser muito grande, viu!). Mas em relação a adrenalima, e um bom suspense, o filme consegue se manter muito bem! E nem é frenético, às vezes até demora pra acontecer algo, pelo fato der ter muita explicação sobre a natureza dos Trolls (curiosidade, Trolls farejam com mais facilidade quem acredita em Deus! Tô passado!!), mas quando acontece é bem tenso e divertido! Os efeitos especiais não são ambiciosos como em Cloverfield, mas não fazem feio de forma alguma - ainda mais na cena final que é bem interessante!


Uma outra coisa interessante também, que até achei estranho para esse tipo de filme, foi a preocupação com a fotografia. Sério, que lugar lindo é a Noruega! Várias cenas mostrando campos abertos, enornes vales, florestas e montanhas com cachoeiras... uma perfeita exposição e combinação, ampliando bem mais a fantasia das existências desses seres fictícios.

A estreia mundial do filme será ainda esse ano (exceto Europa, que já rolou faz tempo), mas tenho quase a certeza que por aqui será em circuitos fechados. Uma pena, pois Ovredal fez um bom trabalho com esse filme. E por isso ficam trezistrelas! ★★★

TRAILER

fevereiro 19, 2011

FILMES/DEI PLAY!
Bravura Indômita (True Grit)




Os irmãos Coen decidiram dessa vez refilmar o clássico faroeste Bravura Indômita, do final da década de 60. E apesar de eu ter implicância com os filmes deles (que as vezes são sem pé e sem cabeça... as vezes sem final) preciso confessar que os vadios mais uma vez conseguem, de uma forma genial, passar todo brilho e charme dos cenários westerns (assim como em Onde os Fracos Não Tem Vez). E por causa desse motivo, fazendo com que um gênero não muito popular no cinema se torne tão incrível, que o ingresso valeu a pena.

Na trama, uma jovem de 14 anos chamada Mattie Ross (Hailee Steinfeld), resolve vingar a morte do seu pai, que foi empurrado para o outro plano astral pelo fugitivo Tom Chaney (Josh Brolin). E para isso ela decide procurar ajuda, e por indicação, acaba contratanto o federal largadão Reuben "Rooster" Cogburn (Jeff Bridges). Então os dois seguem nessa jornada e ainda conseguem ajuda de um Texas Ranger (Matt Damon).

A direção dos Coen continua com aquele toque violento típico, seco, com mortes repentinas e exageradas, mas também com algumas sacadas bem cômicas, o que chega ser um alívio algumas vezes. Digo isso porque, Bravura Indômita não é um filme longo, mas tem tanto diálogo chato e extenso em alguns momentos (ah tá, nem é interessante, é chato mesmo! Quase dormi!!!) que parece que ele tem mais de duas horas de duração! Se não fossem essas pequenas cenas engraçadas pra sacudir e te tirar de quase entrar no nível 2 do sono, putz! E claro, a fotografia perfeita também ajuda... sim gente, é PERFEITA!

Talvez meu lado country tenho falado alto, mas a forma como o oeste foi filmado me fazia suspirar a cada cena de tão belo que era: os enquadramentos mostrando a amplitude linda do deserto ensolarado, terrenos com árvores secas que pareciam simétricas de tão perfeitas, as cidades empoeiradas com os saloons, a claridade e a escuridão... Tudo muito bem apresentado na tela do cinema, tendo ainda como apoio a belíssima trilha do compositor Carter Burwell (responsável pela trilha de In Bruges - que amo demais!), e que pelo visto vem sendo o favorito da dupla de diretores em seus últimos filmes.

Todos os atores estão muito bem em seus papéis, mas os que me chamaram a atenção foram o da Hailee Steinfeld e o do Josh Brolin. Hailee está concorrendo ao Oscar pelo papel de co-a-d-ju-van-tchee! WHAT?! Tipo, foi falta de lugar na categoria de melhor atriz?! Convenhamos, pela xuca mais maaaaaal feita do munnnn-do: porque Nicole Kidman foi indicada?! Heille esfrega as tranças na cara plastificada da Nicole lindamente com esse filme! Indicação injusta! Vamos ver issaê, academia!

Já o ator Josh apesar de aparecer bem pouco, uma ponta bem fim de carreira sabe, bem furreca, consegue sobressair bem mais que Matt Damon por exemplo, que por mim teria sido substituído por outro ator. Senti que não combinou. Mas fica o recado: Volta pro Clint Eastwood, gato, que ele sabe te usar bem melhor!

Bravura Indômita é um bom filme, com final! Milagre! Mas olha a ironia, preferia que não tivesse. E pela primeira vez sai do cinema satisfeito com um filme dos Coen, apesar de uns erros aqui e ali. Então é isso, trezistrelas! ★★★

OBS - Tem uma cena MUITO estranha no final, gente. Aquilo ali foi proposital, né possível! Reparem!

TRAILER

fevereiro 14, 2011

FILMES/DEI PLAY!
Namorados Para Sempre (Blue Valentine)




"A Love story for anyone that's ever been in love". Essa frase, retirada de um dos pôsteres, ficou perfeita pra resumir o propósito do filme: uma história de amor para aqueles que nunca se apaixonaram. E você pode dizer "como assim? Deve ser mais um filme meloso e lotado de clichês que vão ter o prazer de esfregar na minha cara só porque estou sozinho(a)!" - calma, não!

Na realidade, Blue Valentine não é nem de longe um daqueles romances feitos pra casais verem agarradinhos no cinema, ao contrário, quem for nessa intenção pode acabar sentindo um certo incômodo, pois o filme vai simplesmente mostrar um lado bem realista e nada positivo do que as vezes pode ser uma paixão. Ele vai tocar exatamente na ferida, mostrando que muitas vezes esse tipo de fantasia e desejo pode vir camuflado de um futuro denso, agoniante, esmagador, e nem um pouco saudável, ultrapassando a barreira do insuportável.

A trama gira em torno do relacionamento Dean (Ryan Gosling) e Cindy (Michelle Williams). Enquanto ele é um cara romântico, sonhador e perfeito, ela é o oposto: pé no chão, centrada, fria as vezes, não tem tanta fé assim no amor, e isso tudo é fruto da educação e dos seus problemas familiares. Conforme a relação deles vai passando, a situação vai ficando cada vez mais desgastada e complicada, e as qualidades do inicio do namoro vão dando lugar aos defeitos.

Quem dirige esse filme é o americano Derek Cianfrance, que desde seu filme "Brother Tied (1998)", vem trabalhando muito em curtas e documentários pra tv, o que pode ter contribuído pra ele ter colocado toda sua experiência nesse excelente filme. A forma como ele consegue equilibrar as duas fases da relação, ou seja, os extremos de felicidade e de tristeza (com vários contrastes de cores) através das conexões da passagem de tempo é algo tão cuidadoso, que você acaba comprando aquela relação apaixonante/problemática de tão realista e simples que é.

O filme teve várias indicações ao Globo de Ouro, mas não entendi pq foi ignorado no Oscar, levando apenas uma , quando merecia ter todas as indicações repetidas. Sério, eu acho que nunca vi o Ryan Gosling atuar tão bem! E a Michelle Williams, preciso comentar o quanto ela estava incrível?! Os dois transparecem o contraste perfeitamente na tela! Ao mesmo tempo que você se derrete pela linha bom moço de Dean, você acaba se sentindo extremamente sufocado com seu jeito carente e possessivo. E Cindy que, apesar de transparecer o tempo todo que é forte, acaba se agarrando ao seu desespero por não conseguir uma forma de se livrar dessa relação. O desespero era tão grande que em alguns momentos eu pensei que ela fosse virar pra tela e começar a suplicar "me tira desse guerelho que não aguento mais!!!" - te juro!


A trilha sonora indie/folk/country ou seja lá que mais categoria poderia encaixar, composta quase toda pela banda Grizzly Bear,  é bem bacana e gostosinha de ouvir! Não é "beijinho doce", mas tem até Ryan Gosling dando uma palhinha, em uma das cenas mais fofas do filme.

Blue Valentine é um bom filme de romance... não convencional. Uma história de amor, que vem com um anexo: o lado ruim da coisa, e bota ruim nisso! Recomendado e muito: 4 estrelas!
★★★★



OBS - Afff, acho tão last decade esse lance de estrelas viu, queria algo original, mas não consegui pensar. Por enquanto fica essa bagaça mesmo!

TRAILER

janeiro 23, 2011

FILMES/DEI PLAY!
Enrolados (Tangled)


A Disney parece ainda meio que perdida, e não sabe onde se encaixar, digo, em que estilo de animação ela continua apostando os seus clássicos. Tentou resgatar suas raizes com "A Princesa e o Sapo", mas não teve lá a repercussão que desejava - o filme é legal, mas faltou algo, um certo afeto da equipe talvez. Agora decidiu apostar seu mais novo conto de fadas, a história da Rapunzel e sua cabeleira sem fim (sério gente, haja Kolene!) em animação 3D, dirigido pela dupla Byron Howard (responsável por Bolt: Supercão) e Nathan Greno (responsável pelo curta de Bolt, "Super Rhino").

Claro que a Disney sacudiu a Sininho por cima da trama, que foi adaptada pra não ficar tão densa que nem a original dos irmãos Grimm. Não tem pais trocando a pequena Rapunzel com a bruxa por uma fruta e nem príncipe cego. Mas a essência do conto está lá, ó sem spoiler: Rapunzel é raptada ainda criança por uma bruxa chamada Mãe Gothel (que fato se inspiraram na Cher), e aprisionada durante toda sua vida numa torre. Gothel é bastante velha e precisa sempre dos poderes dos cabelos loiros da Rapunzel pra ficar mais jovem, mas a mesma nem desconfia que está sendo usada por sua "mãe". Até que um dia, um ladrão chamado Flynn Rider, numa tentativa de fuga, acaba achando essa torre, e conhece Rapunzel, que na altura do campeonato já está subindo pelas paredes, doida pra sair daquele puxadinho, e bater perna pelo mundo! Então através de um acordo, ele decide tirá-la dali, mas ambos começam a ser perseguidos pela Gothel, o que acaba gerando várias reviravoltas!

Não achei que o filme chega aos pés de Toy Story 3, mas está na lista dos preferidos por vários fatores! A equipe de arte se preocupou e conseguiu passar perfeitamente os traços das animações clássicas para o formato tridimensional, e isso cativa o telespectador que cresceu com clássicos tipo A Pequena Sereia, A Bela e a Fera, Aladdin e outros. Os cenários são tão mágicos e épicos, com florestas, castelos, vilas, tudo bem construído e desenhado. O roteiro foi bem adaptado, deu margem para várias cenas de aventura, sacadas cômicas geniais, personagens cativantes, e um romance bem descontraído entre os protagonistas. A trilha sonora do veterano Alan Menken ficou linda, e suas músicas se encaixaram tão bem nas cenas, tão bem interpretadas, ainda mais nas cenas da vilã! Me senti assistindo um musical da Broadway, sério! Uma delícia, já baixei a trilha, e viciei!

Claro que, como boa parte das coisas que chega nesse país lindo vem com algum defeito, tiveram que cagar feio no maiô na dublagem de Enrolados. Não sei quem teve a brilhante ideia de colocar o apresentador Luciano Huck fazendo a voz de Flynn! Mas só sei que essa pessoa merece uma surra bem dada e depois um banho de sal grosso! Ficou HORRÍVEL! Tá que foi pra chamar atenção para o filme, mas... OI?! Me sentia desconfortável, e a todo momento parecia que eu ia ouvir ele falando "Lar Doce Lar", "Soletrando"... não cola, não rola, sorry! Repetindo as palavras do @urbano01 no seu blog: Disney, não faça mais as celebridades se prestarem a esse papelão. Cada profissional na sua área. O profisisonal que merecia estar ali e receber bem por um trabalho que domina, ficou de fora. A dublagem original é feita pela cantora e atriz Mandy Moore e pelo ator Zachary Levi (da série Chuck) - um abismo de qualidade!

Parece que a Disney acertou dessa vez, e tudo que faltou em A Princesa e o Sapo conseguiram transferir para Enrolados - aquela verdadeira sensação de conto de fadas. E como fã de desenho animado, meu medo é que as animações tradicionais usem pó de flu sem retorno, pra sempre! Mas fica a dica, Enrolados é excelente, leva nota máxima! ★★★★★


TRAILER

janeiro 11, 2011

FILMES/DEI PLAY!
Amanhã: Quando a Guerra Começou (Tomorrow: When The War Began)



Depois de algum tempo ausente, acho que botei a preguiça de lado e voltei a comentar os filmes que assisto. Agora a nota (em estrelinhas) entra nesse selo safado no pôster, e o post com nova tag "dei play!". Nem lembro qual foi o último comentado, mas enfim, vamos lá!


"Amanhã (Tomorrow)" é uma série de sete livros, escrita pelo australiano John Marsden, que já vendeu milhares de exemplares pelo mundo. Aqui no Brasil, essa franquia é conhecida como "Amanhã", e os seis primeiros livros já podem ser encontrados à venda, ou até mesmo em PDFs pra baixar, sabe come é né!? São eles: "Amanhã, Quando a Guerra Começou","O Silêncio da Noite", "No Terceiro Dia, a Geada", "Escuridão, Seja Minha Amiga", "Vingança em Chamas" e "Quem Tem Medo da Noite?". Com o sucesso dos livros, e o hype como Crepúsculo, Harry Potter, Nárnia, e outros, era óbvio que não ia demorar para que o primeiro filme fosse feito. A estreia, em setembro de 2010, infelizmente não foi mundial, tendo exibições apenas na Nova Zelândia, EUA e Austrália. E por aqui só Deus sabe, né!?

A trama de "Quando a Guerra Começou", que se passa na Austrália, é a seguinte: a jovem Ellie Linton pretende fechar as férias de uma forma memorável, e para isso, decide juntar alguns amigos e partir para um final de semana inteiro acampando. Na penúltima noite de acampamento, enquanto todos dormem, Ellie acorda com barulhos de várias aeronaves que cruzam o céu, mas volta a dormir. No dia seguinte, quando finalmente chegam em casa, Ellie percebe que seus pais e os de seus amigos sumiram, que os telefones ficaram mudos, e que a internet também está fora do ar, ou seja fudeu! O desespero começa a bater, e é então que a ficha cai: seu país foi invadido por um exército inimigo, e a população local está sendo feita de refém. Então os sete amigos juntos resolvem se proteger e contra-atacar... com o que tem.

O filme é dirigido por Stuart Beattie, que apesar de estar pela primeira vez como diretor, já contribuiu como roteirista para vários filmes como 30 Dias de Noite, Austrália e G.I. Joe a Origem da Cobra, e conseguiu fazer um trabalho bastante satisfatório nesse primeiro volume da saga. Dá pra sentir de leve aquele clima dos filmes de terror dos anos 90, e do cuidado do diretor de não deixar com que isso chegue a incomodar pelo desgaste - ao contrário, ele aproveita o que tem em mãos (um bom roteiro, personagens interessantes...) e faz um filme honesto, sem exageros ou ganância, com drama, ação, comédia, romance e efeitos especiais simples e dosados. Claro que tem alguns defeitos aqui e ali, mas se for pegar pelo conjunto da obra, foi tudo muito bem equilibrado. E até digo que foi um alívio, uma renovada para o gênero.

O elenco não é muito conhecido, não fizeram grandes filmes, apenas algumas séries que nem são lá de destaques - e até prefiro assim, atores novos são sempre bem vindos. Quem mais se destaca entre eles, é a atriz australiana Caitlin Stasey, de 21 anos, que interpreta a Ellie. Uma espécia de pomba-gira-caçadora-de-tumbas-da-Lara-Croft. A única do grupo que olhou a situação e pensou "Guerelho, só peidão nessa porra! Se eu não segurar as pontas, geral vai correr!". E Stasey domina seu papel super bem, oscilando entre a muralha protetora do grupo, e ao mesmo tempo frágil, pronta pra desabar a qualquer momento.

Resumindo, eu curti, é bom e recomendo! Um filme teen diferente, divertido, e que merece até ser visto no cinema pelo esforço sincero do diretor. No final, eu já estava tão empolgado, que praticamente saí catando o torrent da sequência. Foi então que percebi que o segundo ainda estava em negociações, e deve demorar um pouco pra sair. Ah, já ia esquecendo: o último livro "O Outro Lado do Amanhecer", está para ser lançado no início desse ano por aqui.

outubro 06, 2010

CRÍTICA SAFADA: O Escritor Fantasma (The Ghost Writer)


O novo filme do Polanski é um suspense complicado, com uma trama política que fala sobre um escritor fantasma (Ewan McGregor) que é contratado pra redigir a autobiografia de um ex-primeiro minístro inglês (Pierce Brosnan) - e isso num período curtíssimo de tempo, mas a quantia paga acaba sendo bem tentadora.  Ao aceitar esse contrato, o escritor é enviado para trabalhar na casa do próprio minístro, que ao ter a carreira toda cagada após um bafafá envolvendo sua participação nas guerra do Iraque, está escondido em uma casa de praia numa ilha distante.





Logo no início, o personagem do McGregor fica sabendo que o escritor fantasma que escreveu o tal livro anterior morreu misteriosamente enquanto voltava numa barca para essa casa de praia. E junto com essa informação ele começa a investigar algumas coisas sobre o minístro que não batiam com a obra redigitada, o que acaba tornando ele mesmo uma vítima de uma rede conspiratória.



Eu não curto muito filme políticos, pelo fato de eu odiar profundamente. Sempre boio em alguns fatos, demoro a entender diálogos, e as cenas acabam se tornando chatas e monótonas, e sim, isso aconteceu nesse filme. Além dele ser longo, e com bastante diálogos, o filme não oferece muito impacto, ação - não digo ação física, mas sim de agilidade, de dinâmica nas encenações, falas - e apenas conseguiu segurar minha atenção (ou me acordar) em alguns momentos, onde a ação (agora sim física) finalmente era presente.



Mas aos troncos e barrancos, o filme consegue uma cena final bastante interessante e impolgante, daquelas que te faz ficar de boca aberta, intrigrado - e junto com esse pacote vem o tal fator replay (talvez pros mais alienados e distraídos como eu), que acende aquela faísca, aquela vontade de ver de novo, aquela piscada (epa!) que te faz acordar e pensar "agora sim acho que entendi - vou rever"

Mas eu revi? Não. Fasfavô!

Finalizando, apesar de alguns pontos negativos, o "O Escritor Fantasma" é um filme interessante, e se torna mais ainda pra quem gosta de suspenses que abordam conspirações, política e tem facilidade no assunto. Envolvente (mesmo que eu só tenha percebido no final), com uma trilha sonora muito boa e atuações maravilhosas - destaque pra Kim Cattral, e Pierce Brosnan -  este não é um filme pra todos, mas os que se esforçam até o final, são recompensados - ou não.


Nota: horrível - fraco - regular - BOM - ótimo

agosto 30, 2010

CRÍTICA SAFADA: Karatê Kid (The Karate Kid)




Estou com meia dúzia de filmes pra fazer minhas críticas sem fundamentos, mas sinto uma vontade enorme de pular alguns que já prometi, e ir direto pra Karatê Kid. Não sei o porque.

Sou uma das pessoas que quando soube que o remake do filme de 1984 iria ser feito pelo filho do Will Smith e Jack Chan (só do Will Smith, afe!), protestei, e ao sair o trailer eu zombei, e a cada notícia sobre a nova versão que saía eu ria e debochava. Acontece que quebrei a cara e mordi a língua bonito!


O filme é ótimo! Não sei se estou exagerando ou sendo sincero, só sei dizer que é muito bom! Aí vocês podem perguntar "melhor que o original"? - Hmmm, não consigo comparar, são épocas diferentes! São dois projetos com caminhos distintos. Seria a mesma coisa que fazer um remake de O Mágico de Oz, onde Dorothy seria interpretada pela Lea Michelle (que infelizmente só vai emprestar a voz a personagem), e a Bruxa do Oeste seria a Lady Gaga. Ou de E O Vento Levou, onde Scarlett seria a Julia Roberts e o Rhett seria o Brad Pitt, e tudo misturado com muita cor, brilho e efeitos. Sendo assim, os clássicos iriam continuar intocáveis, independente das novas versões! Karatê Kid de 1984 é bom, marca e leva com ele quem viveu a época, é mais inocente, ingênuo e menos ambicioso que o de 2010.


A história é a mesma, o jovem (Dre, interpretado por Jaden Smith) se muda com a mãe, e no local novo ele sofre agressões por uma gangue, e pra dar a volta por cima, ele se denfende tendo aulas com um mestre de artes marciais (Sr. Han, Jack Chan). A diferença dessa vez é que o filme se passa na China, e o karatê foi trocado pelo kung-fu (apesar do título do filme dizer outra coisa - ok, também não vi coerência).


O filme é voltado pro público jovem, mas de forma inteligente, agradando até aos mais velhos. Tem um equilíbrio de humor e drama bem dosado, levando a risadas sinceras e até ao choro - para os que mais se entregam a trama - ou um nó na garganta pros mais tímidos/durões. As atuações são agradáveis, posso dizer até que foi uma das comoventes e brilhantes de Jack Chan. Jaden também não fica de fora - eu até comecei a me simpatizar mais com ele - , o garoto atua super bem! E não bastando a atuação desses, o elenco em geral é super carismático, e também cumprem seus papeis perfeitamente! Destaque para a atriz Wenwen Han que faz o interesse romântico de Dre - ela é super fofa, parece que saiu de um anime, a cachorra!


A fotografia é sensacional, a forma como o bairro chinês é mostrado torna cada cena uma delícia de assistir. Das cores esverdeadas e ocres pinceladas pelas ruas, praças, e até refletidas no plano de fundo do cotidiano simples dos chineses, logo são interrompidas bruscamente por cores gritantes e saturadas como o laranja, azul e verde nos uniformes dos estudantes, ginásios e festivais. Cenas abertas em montanhas nevoadas com templos chineses detalhados, humidos até, panorâmicas dando a amplitude e beleza da muralha da China... enfim. Artisticamente lindo! E pra completar, tudo perfeitamente combinado com a trilha do compositor James Horner.

Karatê Kid, vai conquistar muitos da nova geração, que não teve aquele apego, que não teve afeto ao clássico, e até mesmo os mais saudosistas. Divertido, emocionante, e mega pop, sim! E merece uma continuação, pois com certeza verei.

Nota: Horrível - Fraco - Regular - Bom - Ótimo

agosto 02, 2010

CRÍTICA SAFADA: Morte no Funeral (Death at the Funeral)



Uma pena que somente depois de ver o filme e procurar o pôster dele no google, que descobri que "Death at a Funeral" é um remake do filme britânico de mesmo nome que foi lançado em 2007. Se eu soubesse teria visto o original primeiro. Bom, mas um caso dos americanos e sua mania de querer botar o dedo em tudo.


Dessa vez não bastou o remake, como também transformaram o filme num "american black comedy" (ok não vou traduzir por que fica muito tosco), e que por sinal eu AMO, exemplo: My Wife and Kids, Everybody Hates Chris, filmes do Tyler Perry. Tudo começa quando uma família desajustada se junta para o enterro do patriarca, e durante o funeral um homem misterioso aparece e ameaça chantagear a família com um segredo obscuro do falecido, e seus dois filhos tentam de tudo para não deixar que os presentes descubram.


A tentativa de diversão do filme é até interessante, se você não viu nada dele anteriormente. Digo, eu classifico "Death at a Funeral" como aquele tipo de filme que não pode ter trailer, pois todas as cenas mais engraçadas estão presentes nele. Claro que tem várias outras cenas legais, mas não é a mesma coisa. O elenco do filme é tipo filme do "Didi", lotado de estrelas, entre elas, Chris Rock, Danny Glover, Zoe Saldana, Luke Wilson, James Marsden... e cada um tem seu papel importante na trama e os fazem até muito bem! Destaque mesmo pra Danny Glover que faz o tio uóh e zanzinza que vive na cadeira de rodas e reclamando da vida, e Zoe Saldana que mesmo na magraza estilo bulímica continua linda.


Enfim, "Death at the Funeral" é um daqueles filmes engraçados sim, mas que peca ao liberar todas as cenas mais fodanns no trailer. Isso que me fez não aproveitar o filme ao máximo, e o que me fez ficar puto! Mas sim, vale a conferida!

Nota: Horrível - Fraco - Regular - Bom - Ótimo

agosto 01, 2010

CRÍTICA SAFADA: Esquadrão Classe A (The A-Team)


Esquadrão Classe A é dirigido pelo diretor Joe Carnahan, que tentou adaptar para a tela dos cinemas a série dos anos 80 de mesmo nome.

A trama fala sobre uma equipe de oficiais militares renegados - sendo esses o Coronel Hannibal Smith (Liam Neeson), o Tenente Templeton "Cara de Pau" Peck (Bradley Cooper), o Capitão Murdock (Sharlto Copley) e o Sargento Bosco "B.A." Baracus (Quinton Jackson) - que assume várias operações sigilosas enquanto tenta se manter à frente de seus perseguidores: o exército americano.

Bom, eu fui ver o filme como alguém que nunca viu a série, com a cabeça vazia sem ter criado expectativas boas ou ruins pra não atrapalhar. Acontece que o filme não empolga, pelo menos não a mim. Tem cenas de ação? Tem, não muitas, tipo seguidas, que te prendem e não te deixam respirar de tão corridas, mas acontece que o que me deu SONO, bastante por sinal, foi a trama. Chata ao extremo e nada original. E já que a trama é chata, pelo menos que enchessem de ação e não dessem os muitos espaços de diálogos chatos entre os poucos momentos divertidos.

Veja o que me incomodou: o filme começa mostrando como a equipe se junta, e em questão de minutos já são amigos de décadas ("mas o filme tem que ser corrido" - tá mas disfarça né karaleo, coloca passagem de tempo!). As cenas de ação são mentirosas ao extremo, não que isso seja ruim, é até divertido, mas o motivo, o que leva a tal cena é constrangedor. Parece que não há vínculo, são jogadas para tapar algum furo ou criatividade de roteiro. As piadas são tão bocós que juro, não era só comigo, eu reparava, de 100 pessoas no cinema, 15 riam!

Enfim, tá na cara que Esquadrão Classe A, não foi feito pra ser um filme inteligente, pra ter um bom roteiro, e sim apenas pra deixar o telespectador com os olhinhos brilhando por causa dos efeitos especiais e cenas de ação explosivas. Pelo menos os atores foram bem selecionados, uma pena não terem sido bem aproveitados. Tá eu sei que nunca vi, mas talvez a série merecesse um longa mais digno, ou espero eu que os fãs da série tenham gostado. Ainda bem que vi de graça. #truke

Nota: Horrível - Fraco - Regular - Bom - Ótimo

junho 21, 2010

Toy Story 3


Ah gente, sério... se eu fosse a Dreamworks, eu nem me atreveria a lançar Shrek 4 nos cinemas, lançaria diretamente pra dvd, pra evitar a vergonha, depois eu abriria falência ou investia em animações pornôs - porque Pixar já conseguiu se estabelecer como o melhor estúdio de animação atualmente e não tem pra ninguém! Sendo mais claro, Pixar é a Disney, Dreamworks é a Terra Encantada, queira fãs do ogro verde ou não!


Então somos presenteados com Toy Story 3, que mesmo tendo 11 anos desde o segundo filme, consegue perfeitamente mostrar que o estúdio não está pra brincadeira, e não lança filmes por lançar, ou pra faturar. Óbvio que o $$ vem, mas quando a preocupação é de fazer um trabalho bem feito, perfeito até, o lucro vem em dobro. E quando a aprovação e o reconhecimento do público é alta, a satisfação de ter comprido a missão com certeza deve ser maior ainda.


Toy Story 3 se passa exatamente 10 anos após o segundo filme. Andy já é um rapaz de 17 anos, que está prestes a entrar pra faculdade - pra ser mais exato, ele já começa o filme arrumando seus pertences no quarto, separando o que vai levar com ele, o que vai pro porão e o que vai ser jogado no lixo. A essa altura, como já é de se esperar pra qualquer pessoa nessa idade, todos os brinquedos de Andy já estão em desuso, jogados num baú. O cowboy Woody, que é o brinquedo preferido e melhor amigo de Andy na infância, é escolhido pelo rapaz como o único brinquedo que será levado com ele pra faculdade, sendo assim deixando todo o restante num saco, trancado no porão. E por um mal entendido, Woody, o patrulheiro espacial Buzz Lightyear, Jessie, Sr. Cabeça de Batata e cia, acabam parando numa caixa que será doada para uma creche chamada Sunnyside. E é a partir desse ponto que a história toma rumos inesperados.


A idéia de mexer com a criança escondida em cada adulto, de explorar exatamente aquela fase quando entramos em transição e nos desfazemos de nossos brinquedos, e tornar isso simbólico, é algo tão encantador no filme que não é possível alguém não ter um ataque nostálgico e se emocionar - e digo, MUITO! Sério, pra mim os melhores filmes são aqueles que mexe com seus sentimentos de várias formas simultaneamente, digo, além de chorar, é fazer você no segundo seguinte rir, e chorar, e rir novamente, misturando a tristeza com alegria. Como é bom! Pra ter uma idéia, só a abertura com a música tema "You've Got a Friend in Me" já é um bom motivo pra sentir aquela lágrima no canto do olho.


As piadas são engraçadíssimas e inteligentes, tanto pro adulto quanto pra criança, e todas mexendo com sua memória em relação aos brinquedos. As vezes nem precisa de uma pra rir, só algumas sacadas como por exemplo, a casa da Barbie, digo do Ken, e o elevador que ele usa pra descer já faz rir - impossível não lembrar como aquele elevador era estranho pra mover (quédizê...não que eu brincasse, que fique claro... gueerêlho...).


O filme conta com a mesma dublagem original, Tom Hanks como Woody, Tim Allen como Buzz. Mas como eu só vi os anteriores na dublagem em português, então, creio eu, que também não mudou. Pelo menos não notei diferença. Não sei se vale a pena se matar na fila pra pagar mais caro e ver em 3D nos cinemas. Pelo que li, não faz tanta diferença assim, apenas coisas sutis como profundidade e etc. Só posso dizer que a versão normal me agradou e muito - até porque depois da experiência lhyeeeeendah com Alice, fico até com medo e ver filmes em 3D.


Toy Story 3 é um dos melhores filmes feitos esse ano, até agora. Uma pena os produtores já afirmarem que foi o último filme da série, mas podendo ter a possibilidade de alguns curtas futuramente, pros personagens continuarem vivos. E por isso, já é meio que obrigação, quem gosta de Woody e sua turma, ter os filmes em dvd/bluray na coleção. Eu por exemplo, saí do cinema tão no clima, que já até estou querendo comprar os bonecos do filme pra mim. *_*
Será que eu chego?!

Nota: horrível - fraco - regular - bom - ÓTIMO

maio 29, 2010

Kick Ass (Quebrando Tudo)


Já estou de saco cheio de filmes baseados em quadrinhos, assim como estou de saco cheio de filmes de animação 3D de bichinhos, sei lá, me desapego fácil das coisas quando vejo que estão batendo muito na mesma tecla. Nunca li os quadrinhos de "Kick-Ass", mas ao ver o trailer me interessei pela trama que tratava de alguns jovens que colocavam uniformes e "combatiam" o crime da forma mais tosca e engraçada possível.


O filme narra a história de um adolescente normal, Dave Lizewski (Johnson), que, motivado por uma ideia simples ligada ao culto às celebridades - "Se milhões querem ser Paris Hilton, com tantos fãs de quadrinhos por aí, por que ninguém quer ser o Homem-Aranha?" - decide adotar o codinome Kick-Ass, vestir uma fantasia de super-herói, empunhar bastões e combater o crime. Se juntando a ele, temos também a pequena "Hit Girl" e seu pai "Big Daddy", e o atrapalhado "Mist", que após se decepcionar com os negócios do pai, decide embarcar na fama de "Kick Ass", e combater o crime por si mesmo e provar pro pai que tem responsabilidade.


Fico pensando qual a faixa etária que vão colocar pro filme quando sair pra cinema por aqui. Pelo que percebi, as divulgações do filme estão mais pra algo meio "Sessão da tarde", digo, meio "venha com sua família se divertir com essa turma atrapalhada". No trailer, tudo é muito divertido, legal, com uma trilha meio que brincalhona, com os garotos fantasiados e cenas de comédia e tal, mas não mostram o quanto o filme é violento, ainda mais quando a personagem feminina, que é uma criança, tem as cenas mais saguinárias por sinal. Fora o quanto estes jovens apanham também, e tenho certeza que os pais não vão ficar satisfeitos com tanta violência.


Mas tirando essa curiosidade, o filme é divertidíssimo - tanto na comédia, abordando assuntos nerds, como no roteiro mostrando esse lado super-herói mesmo não tendo ninguém com super poderes, e retratar a realidade caso alguns jovens decidissem mesmo bancar o herói desse jeito. As cenas de ação com a "Hit Girl" são as melhores, a atriz Chloe Moretz ficou perfeita no papel. Queria ver como foram feitas as cenas de violência com ela, são tão realistas, nem parece dublê.
Até Nicolas Cage, que já vem me enchendo o saco há tempos, ficou bom no papel (o ator tá ficando muito feio putaquepariu!! Maior cabeção, parece que tá ficando doente)

Considero "Kick Ass" um dos filmes mais legais que vi até agora esse ano. Recomendo ver no cinema assim que sair no dia 18 de junho, como está programado.

Nota:
horrível - fraco - regular - bom - ÓTIMO